Notícias

FUNCIONAMENTO DAS ESTRATÉGIAS

“O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” Albert Einstein

Entendendo o funcionamento das estratégias

Estratégia é o conjunto e sequência de pensamentos e ações realizados para se alcançar um objetivo desejado. Diferente das pressuposições – pressuposições são pedras fundamentais, premissas, onde se baseia todo estudo ou pensamentos de um determinado tema. Para as pressuposições não existem exceções pois do contrário falharíamos em basear todo estudo da PNL nesses fundamentos.

Para as estratégias a coisa é diferente, o apresentado é um modo de realizar o objetivo, mas não o único. Acho necessário essa consideração, pois afasta a interpretação errônea do neófito de que essa é a “maneira correta” de fazer, não prevendo outras possibilidades o que vai absolutamente contra as premissas da Programação Neurolinguística.

Lembro que quando aprendi a Programação Neurolinguística, li o livro “A Essência da Mente” de Steve Andréas e Connirae Andréas, e encontrei diversas estratégias que não poderiam ser utilizadas por mim. Achei um contrasenso esse conflito com as pressuposições básicas da PNL, de que mapa é mapa, e o elemento controlador do sistema é o mais flexível. De fato, algumas estratégias sugeridas eram realmente incompatíveis com o meu mapa. Na verdade eu estava cometendo um erro de novato, não tinha claro as definições que escrevi no início do texto.

É claro que esta não é a única maneira de resolver problemas, porém para mim é extremamente lógico e simples. Caso você leitor já tenha encontrado a solução para alguns problemas apresentados, faça a leitura apenas por descontração, caso contrário se está buscando evolução na área sugerida, considere fortemente a possibilidade de usar a estratégia com uma forma de teste. Algumas das estratégias mentais e comportamentais são um pouco mais complexas e a única maneira de poder utilizá-las é tendo conhecimento prévio da Programação Neurolinguística, sendo assim, um curso específico na área (Practitioner) deve ser considerado.

As estratégias estão descritas de formas mais simples, porém sem ser simplista, pois acredito que o que funciona bem é simples, porém feito pela metade é incompleto. Certamente, a adoção de algumas dessas estratégias poderá ajudar você a conquistar a Regra de Ouro no seu dia-a-dia.

Estratégias em diversas áreas e diversos problemas diferentes serão sugeridos. Mais uma vez peço a você que considere a possibilidade de usar essas estratégias, mas que faça uma reflexão. Se, por acaso, as estratégias apresentadas a você forem demais complexas para uso, não descarte a possibilidade de encontrar novas formas de utilizá-las. Em alguns momentos citarei estratégias que pertencem a um determinado autor ou determinado pensador, para tanto citarei o nome de quem se trata. Algumas das estratégias apresentadas são clássicas dentro da Programação Neurolinguística, porém algumas delas são criações ou interpretações pessoais minhas.

Neste texto iniciarei com uma estratégia para Formatação de Reuniões:

Estratégia para formatação de reuniões

“Nada esplêndido jamais foi alcançado, exceto por aqueles que ousaram crer que alguma coisa que havia dentro deles era maior que as circunstâncias ao seu redor.” Bruce Barton

Muitas vezes tive a oportunidade de ajudar grandes empresas na formatação de suas reuniões. Existe verdadeiro pânico quando se fala em reunião em algumas instituições.

Muitas pessoas logo pensam: reunião de novo! Mais uma tarde perdida! Lá vem bronca de novo! O que fizemos desta vez?

Na verdade muitas vezes a reunião se torna improdutiva, são apresentadas várias queixas sobre o comportamento dos participantes, falhas, não execução dos projetos da empresa ou grupo e frequentemente não se apresenta qualquer possibilidade de solução e muitas vezes mesmo havendo propostas de ação não há comprometimento do grupo em realizar o projeto.

Podem surgir erros também na realização ou condução da reunião que pode se tornar muito prolixa e não objetiva. Isso leva um tempo estendido que aborrece, cansa e gera poucos resultados. Dois fatores levam a convocação de uma reunião:

1 – Quando há um motivo.
2 – Quando há um objetivo.

1 – Quando há um motivo:

Isso ocorre quando algum procedimento a ser realizado pelo grupo não está sendo cumprido ou quando um resultado almejado não está se realizando.

Neste caso, alguns líderes convocam a reunião, mostram tudo que está inadequado, imaginando que o grupo buscará a adequação por si só. A chance de insucesso com a reunião é grande e isso possivelmente levará a um desgaste ao líder. Somente apontar erros e imperfeições não ajuda o grupo. Podem surgir críticas rebatidas ou pessoais levando a um desgaste ainda maior e a perda do foco no problema apresentado.

2 – Quando há um objetivo:

Embora esta modalidade de reunião seja mais prazerosa, erros podem aqui também aparecer. Uma ideia nova faz brotar na mente das outras pessoas, muitas outras ideias novas, e isso é muito bem-vindo. Pois o processo criativo se mostra presente e é responsável por gerar solução como será visto em outro capítulo.

Porém, se não determinarmos tempo para que isso seja feito, corremos o risco de nos perdermos em devaneios, o que também prolonga a reunião e não gera soluções.

Sendo assim, para se obter um resultado melhor com relação a objetivos siga os procedimentos abaixo:

Caso sua reunião tenha um “motivo” (caso nº1) transforme isso em um “objetivo” (caso nº2), troque as reclamações por um objetivo a ser alcançado. Ao iniciar a reunião, deixe claros os objetivos no momento. Isso rouba muito tempo pois qualquer outro assunto não pertinente ao assunto da reunião poderá ser discutido posteriormente. Certifique-se de que o objetivo pretendido seja do interesse de todos, caso contrário busque um consenso. Isso alivia muito em termos de resistências futuras e gera comprometimento do grupo.

Estabeleça um comprometimento quanto ao que cada um pode fazer para colaborar para a execução do objetivo.

Permita que espontaneamente as pessoas possam colaborar, pois a participação será maior em relação a um objetivo que a pessoa escolheu realizar.

Estabeleça, em acordo com o grupo, prazos para se conseguir alcançar o objetivo e pontos de checagem.

Alguns objetivos são demasiadamente grandes e necessitam divisões e vários pontos de checagem intermediários.

Sempre feche a reunião recapitulando cada item apresentado, salientando o comprometimento de cada participante, os pontos de checagem e prazos, e finalmente, faça um relatório por escrito e envie aos participantes.

Assim você fará reuniões mais rápidas e efetivas.

Até breve com mais estratégias e muito sucesso!!!

Neil Hamilton Negrelli Junior

Presidente do INEXH

(2)

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


  • at 16:48
    Thiago Bispo

    Excelente texto.
    As estratégias que sempre funcionaram podem mesmo ser revistas…
    Afinal, se queremos resultados diferentes, e o mundo hoje é diferente do mundo de 1 segundo atrás, vamos realizar estratégias diversificadas.


  • at 13:24
    HAROLDO

    Grato! Excelente o texto.
    Embora muitas pessoas saibam o que pretendem alcançar numa reunião, não utilizam qualquer estratégia, o que pode, na maioria das vezes, desencadear numa perda de tempo.